sábado, 17 de novembro de 2012

ENTREVISTA – RENATO OZZ: A CASA NÚMERO 11 O ASSASSINO DO CANO DUPLO


ENTREVISTA – RENATO OZZ: A CASA NÚMERO 11 
O ASSASSINO DO CANO DUPLO



RENATO OZZ concedeu entrevista ao blog institutoginsba.blogspot.com fazendo um resumo de sua carreira, seus planos e discorrendo sobre A Casa Número 11, o seu primeiro romance de ficção, editado pela Novo Século, onde aborda a temática suspense/terror.

Abaixo, trazemos um trecho da descontraída entrevista concedida à redatora Edna Santos do blog, na residência dos seus pais, no Litoral Norte baiano:

Blog: Renato, de onde saiu o 'OZZ'?

Renato: Criação de Diana Lima, nossa agente literária e de meu pai, o escritor e magistrado J. Marins, autor de A Regra e Blindfolded. Eles pegaram a outra parte do meu nome, que é Ozorio, e condensaram criando o Ozz.

Blog: Ficou legal...

Renato: (risos)... curti. Meu nome completo, para você ter uma ideia, é Renato Ozorio Prazeres Neto, em homenagem ao meu falecido avô.

Blog: Qual a sua idade?

Renato: (risos)... Vocês, mulheres, jamais revelam as suas... Maldade isso, mas eu estou com dezoito anos.

Blog: dezoito?

Renato: Tenho cara de mais velho...

Blog: Humm...

Renato: Dezoito e meses...

Blog: Faz algo mais além de escrever?

Renato: Sou ambientalista desde os dezesseis anos e curso a Faculdade de Direito.

Blog: Direito? Quer seguir a carreira do pai? Ou vai ser político?

Renato: Político? (risos) Vou trabalhar e estudar para ter a carreira que for compatível com os meus sonhos. Meu pai é um exemplo irretocável, creia. O cara mais persistente que já vi. Para ele inexiste a impossibilidade, sempre procura fazer acontecer. Incrível.

Blog: Incrível é a sua maneira tranquila de se expressar.

Renato: Nem tanto... (risos)

Blog: E a literatura? Qual foi a sua primeira experiência?

Renato: Antes de escrever eu preferi ler. Ler muito e um pouco de tudo. Acho fantástico escrever, criar enredos, tecer tramas. Sou amante disso.

Blog: Você é um escritor muito jovem... Já leu tanto e escreveu tanto assim?

Renato: Olha, leio desde muito jovem. Li O Senhor dos Anéis aos oito anos. Harry Potter, todos. Agatha e o seu indefectível Poirot, uns vinte. SherlockDan BrawnNárniaUmberto Eco e o seu Nome da Rosa, Paulo Coelho, uns quinze dele, John CaseJ. J. BenitezAndrea FredianiJeff Lindsay, Stephen King, Gavin Menzies... Muitos, brasileiros e de fora. E, sem contar o melhor de todos...

Blog: Quem? Imagino...

Renato: Meu pai. Olha, não é para puxar o saco, mas desconheço alguém que possa escrever três livros ao mesmo tempo, que conheça tudo de história - ele costuma dizer que sabe até a cor da cueca de Napoleão em Waterloo, ele escreve ficção como se estivesse no próprio enredo. Digo sempre, se ele tivesse nascido nos Estados Unidos ou na Inglaterra seria o maior escritor da atualidade.

Blog: Você é suspeito para falar...

Renato: Então leia A Gêmea de Cristo e venha me dizer o contrário. Ou Blindfolded, ou A Regra, ou O Dia do Palíndromo, ou, e esse é um dos melhores, A Irmandade da Cobra que fuma. Ele escreve sobre qualquer coisa ou tema, todo tipo de ficção. Você quer um romance de ficção histórica? Leia A Letra Morta. Quer Ficção científica? Veja A Regra e Blindfolded. Ele estuda muito, interpreta os personagens. Vejo-o constantemente conversando sozinho com seus personagens...

Blog: Ele é lunático?

Renato: (risos, muitos risos)... não sei bem, mas o cara já leu a Bíblia quatro vezes.

Blog: Toda?

Renato: Todinha. Fora o Corão, o livro dos mortos e outra penca... Acho que somente o psiquiatra dele explica... (risos). Se você conversar com meu pai por dez minutos, ele vai mudar sua opinião em dez minutos. Desconheço alguém que saiba usar a palavra como ele. Acho até que ele é um alienígena (risos)...

Blog: Você é suspeito...

Renato: Você quem pensa... Eu, que sempre fui o seu primeiro leitor, que o diga. Eu e minha mãe, que nos representa legalmente.

Blog: E o que nos diz sobre A Casa Número 11? É seu primeiro livro?

Renato: Não. Eu escrevi um romance histórico. O título é Enquanto a América Chora. Como sou fã do seriado e dos livros de Dexter, de Jeff Lindsay...

Blog: Quem não é...

Renato: Pois é... Então, resolvi criar algo que fosse o meio caminho entre ele, Stieg Larssen (Os Homens que não amavam as mulheres - Millenium) e Stephen King.

Blog: E encontrou?

Renato: Acredite. Creio que sim. Eduardo Savigny e sua saga, com toda a paranormalidade que o cerca e os diferentes tipos de serial killers que enfrenta, cada um com mortes mais violentas e pitorescas possíveis, é um personagem completo.

Blog: Cadê a modéstia?

Renato (rindo)... Pergunte a Confúcio, foi ele quem disse que o excessivo modesto anda pra baixo e corre do sucesso.

Blog: Hummm...

Renato: Brincadeira. Claro que essa é a opinião de um escritor apaixonado. Paixão por um personagem é algo incrível. Meu pai dizia isso e eu não entendia. Minha mãe, a escritora Renata Prazeres, autora de A Casa de TR...

Blog: Uma família de escritores vão acabar aparecendo no Jô Soares...

Renato: Se isso acontecer não vou pedir uísque a ele como fez o Eduardo Sterblit do Pânico (risos). Eu nem bebo.

Blog: Ainda bem.

Renato: Bem, como dizia, entendo agora o que meus pais diziam. Hoje, vejo que eles têm razão. Um personagem é como um filho.

Blog: Ah, não... Você já tem filhos?

Renato: Deus me livre... (risos)... Não tenho filhos... 

Blog: Vai deixar metade das garotas da Bahia tristes...

Renato: Menos, bem menos...

Blog: E tem namorada?

Renato: (rindo)... Corta... Corta...

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