ENTREVISTA – RENATO OZZ: A CASA
NÚMERO 11
O ASSASSINO DO CANO DUPLO
RENATO OZZ concedeu entrevista ao blog institutoginsba.blogspot.com fazendo
um resumo de sua carreira, seus planos e discorrendo sobre A Casa
Número 11, o seu primeiro romance de ficção, editado pela Novo
Século, onde aborda a temática suspense/terror.
Abaixo, trazemos um trecho da descontraída entrevista concedida à
redatora Edna Santos do blog, na residência dos seus pais, no
Litoral Norte baiano:
Blog: Renato, de onde saiu o 'OZZ'?
Renato: Criação de Diana Lima, nossa agente literária e de meu
pai, o escritor e magistrado J. Marins, autor de A
Regra e Blindfolded. Eles pegaram a outra parte do meu
nome, que é Ozorio, e condensaram criando o Ozz.
Blog: Ficou legal...
Renato: (risos)... curti. Meu nome completo, para você ter uma ideia, é Renato
Ozorio Prazeres Neto, em homenagem ao meu falecido avô.
Blog: Qual a sua idade?
Renato: (risos)... Vocês, mulheres, jamais revelam as suas... Maldade
isso, mas eu estou com dezoito anos.
Blog: dezoito?
Renato: Tenho cara de mais velho...
Blog: Humm...
Renato: Dezoito e meses...
Blog: Faz algo mais além de escrever?
Renato: Sou ambientalista desde os dezesseis anos e curso a Faculdade de
Direito.
Blog: Direito? Quer seguir a carreira do pai? Ou vai ser político?
Renato: Político? (risos) Vou trabalhar e estudar para ter a carreira que for
compatível com os meus sonhos. Meu pai é um exemplo irretocável,
creia. O cara mais persistente que já vi. Para ele inexiste a impossibilidade,
sempre procura fazer acontecer. Incrível.
Blog: Incrível é a sua
maneira tranquila de se expressar.
Renato: Nem tanto... (risos)
Blog: E a literatura? Qual foi a sua primeira experiência?
Renato: Antes de escrever eu preferi ler. Ler muito e um pouco de tudo. Acho
fantástico escrever, criar enredos, tecer tramas. Sou amante disso.
Blog: Você é um
escritor muito jovem... Já leu tanto e escreveu tanto assim?
Renato: Olha, leio desde muito jovem. Li O Senhor dos Anéis aos
oito anos. Harry Potter, todos. Agatha e o
seu indefectível Poirot, uns vinte. Sherlock, Dan Brawn, Nárnia, Umberto
Eco e o seu Nome da Rosa, Paulo Coelho, uns quinze
dele, John Case, J. J. Benitez, Andrea Frediani, Jeff
Lindsay, Stephen King, Gavin Menzies... Muitos, brasileiros e
de fora. E, sem contar o melhor de todos...
Blog: Quem? Imagino...
Renato: Meu pai. Olha, não é para puxar o saco, mas desconheço alguém que
possa escrever três livros ao mesmo tempo, que conheça tudo de história - ele
costuma dizer que sabe até a cor da cueca de Napoleão em Waterloo, ele escreve
ficção como se estivesse no próprio enredo. Digo sempre, se ele tivesse nascido
nos Estados Unidos ou na Inglaterra seria o maior escritor da atualidade.
Blog: Você é suspeito
para falar...
Renato: Então leia A Gêmea de Cristo e venha me dizer o
contrário. Ou Blindfolded, ou A Regra, ou O
Dia do Palíndromo, ou, e esse é um dos melhores, A Irmandade da
Cobra que fuma. Ele escreve sobre qualquer coisa ou tema, todo tipo de
ficção. Você quer um romance de ficção histórica? Leia A Letra Morta.
Quer Ficção científica? Veja A Regra e Blindfolded. Ele
estuda muito, interpreta os personagens. Vejo-o constantemente conversando
sozinho com seus personagens...
Blog: Ele
é lunático?
Renato: (risos, muitos risos)... não sei bem, mas o cara já leu a Bíblia
quatro vezes.
Blog: Toda?
Renato: Todinha. Fora o Corão, o livro dos mortos e outra penca... Acho que
somente o psiquiatra dele explica... (risos). Se você conversar com meu pai por
dez minutos, ele vai mudar sua opinião em dez minutos. Desconheço alguém que
saiba usar a palavra como ele. Acho até que ele é um alienígena (risos)...
Blog: Você é
suspeito...
Renato: Você quem pensa... Eu, que sempre fui o seu primeiro leitor, que o
diga. Eu e minha mãe, que nos representa legalmente.
Blog: E o que nos diz
sobre A Casa Número 11? É seu primeiro livro?
Renato: Não. Eu escrevi um romance histórico. O título é Enquanto a
América Chora. Como sou fã do seriado e dos livros de Dexter, de Jeff
Lindsay...
Blog: Quem não é...
Renato: Pois é... Então, resolvi criar algo que fosse o meio caminho entre
ele, Stieg Larssen (Os Homens que não amavam as mulheres -
Millenium) e Stephen King.
Blog: E encontrou?
Renato: Acredite. Creio que sim. Eduardo Savigny e sua saga,
com toda a paranormalidade que o cerca e os diferentes tipos de serial
killers que enfrenta, cada um com mortes mais violentas e pitorescas
possíveis, é um personagem completo.
Blog: Cadê a modéstia?
Renato (rindo)... Pergunte a Confúcio, foi ele quem disse que o excessivo
modesto anda pra baixo e corre do sucesso.
Blog: Hummm...
Renato: Brincadeira. Claro que essa é a opinião de um escritor apaixonado.
Paixão por um personagem é algo incrível. Meu pai dizia isso e eu não
entendia. Minha mãe, a escritora Renata Prazeres, autora de A
Casa de TR...
Blog: Uma família de
escritores vão acabar aparecendo no Jô Soares...
Renato: Se isso acontecer não vou pedir uísque a ele como fez o Eduardo
Sterblit do Pânico (risos). Eu nem bebo.
Blog: Ainda bem.
Renato: Bem, como dizia, entendo agora o que meus pais diziam. Hoje, vejo que
eles têm razão. Um personagem é como um filho.
Blog: Ah, não... Você já tem filhos?
Renato: Deus me livre... (risos)... Não tenho filhos...
Blog: Vai deixar metade das garotas da Bahia tristes...
Renato: Menos, bem menos...
Blog: E tem namorada?
Renato: (rindo)... Corta... Corta...

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